sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Texto encontro de Gestores durante o FST - 2012

Margarete Morais Regional - Sul Ministerio da Cultura Marcia Rosenberg Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultura - MINC

Diálogo aberto para redesenho do Cultura Viva
O projeto de redesenho do Programa Cultura Viva foi discutido nos dias 22 e
23 de janeiro, em Porto Alegre, durante o encontro promovido pela
Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (SCC/MinC) –
futura Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural – com os gestores das
redes estaduais e municipais dos Pontos de Cultura e com a Comissão
Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Também participaram do evento
vários outros representantes do MinC, incluindo as secretarias de
Articulação Institucional, Políticas Culturais, Economia Criativa (em
estruturação no ministério) e a Secretaria Executiva.


A iniciativa na capital gaúcha buscou estabelecer um diálogo entre as
partes, explorando temas relacionados à gestão, sustentabilidade e
capacitação. Boa parte do primerio dia do encontro foi dedicada aos
trabalhos em grupos, que elencaram questionamentos e demandas para
apresentar à secretária da SCC/MinC na segunda-feira (23).
De acordo com a secretária de Cidadania Cultural, Márcia Rollemberg, a
palavra redesenho poderia ser substituída por planejamento, considerando-se
a necessidade de se fomentar uma rede de cidadania cultural e de buscar
alternativas para a ampliação das ações do Programa e, ainda, estimular a
sustentabilidade do processo. “Trata-se de um trabalho que requer empenho
de todos os envolvidos, sendo necessária a apropriação, por parte dos
personagens, da filosofia que norteia o programa e das interligações com as
demais ações empreendidas pelo MinC”, ressaltou a secretária.

Já no primeiro dia do encontro a titular da SCC/MinC chamou a atenção para
a atual configuração dos pontos de cultura em todo o país, (leia
mais<http://www.ganesha.org.br/index.php?mod=pagina&id=12991>)
utilizando-se da relação entre indicadores como a renda per capita e o
investimento por cidadão. Ela destacou que a busca de alternativas para o
fortalecimento do Cultura Viva passa, necessariamente, pela integração de
três questões estratégicas, que fundamentam as ações do MinC: comunicação,
cultura e educação.



*Opiniões*
De acordo com Bernardo Machado, da Secretaria de Articulação Institucional
do MinC, quatro palavras poderiam resumir os direitos culturais de todo
cidadão e coletivo, que devem ser mantidos pelo Estado: liberdade (de
criar), igualdade (no acesso), identidade (respeitando-se a diversidade) e
intercâmbio (nacional e internacional). “É nesse sentido que os conselhos
de cultura devem ser a cabeça do Sistema Nacional de Cultura, tanto no
âmbito estadual quanto no âmbito nacional”, completou.


Para João Pontes, gestor da rede estadual do Rio Grande do Sul, as falas
evidenciaram a necessidade de um pacto federativo, que atue no sentido de
unificar comportamentos e processos por parte dos estados e municípios.
Segundo ele, os entes federados precisam estabelecer atribuições,
responsabilidades, metodologias e indicadores submetidos ao Sistema
Nacional de Cultura (SNC). “Qualquer estado ou município que opte pela
adesão ao SNC tem que estar comprometido com o Programa Cultura Viva, de
forma a demonstrar disposição de se estabelecer um discurso conjunto no
planejamento das ações”, frisou.


Já Leri Faria, da CNPdC , defendeu que “já está na hora de estabelecermos
uma agenda efetiva de trabalho com quem está na ponta do processo, com quem
está no meio e com quem está na função decisória do governo”. Ele destacou
o tripé do programa – empoderamento, gestão compartilhada e protagonismo –
como elemento estruturante de transformações concretas na vida das pessoas.


*Importância do Cultura Viva*
De acordo com José Maria Reis (Zehma), do CNPdC, dois pontos ficaram muito
claros nesses dois dias de diálogo: a importância do Programa Cultura Viva
e da manutenção de suas ações. “Esse diálogo é um processo de
multiplicação que vai expandindo uma rede que se constrói presencial e
virtualmente”, afirmou. Ele ressaltou o compromisso e a disposição de todas
as partes envolvidas em participar dessa construção, por meio do diálogo.

Leri Faria disse que, “quando um convite para um diálogo acontece desta
forma, provoca uma reflexão profunda também em nosso coletivo: olhamos ao
redor e percebemos as limitações da nossa atuação nessa transformação do
real”. Frisou, em seguida, que “estamos disponíveis a participar dessa
construção”.

FONTE: Pontão Ganesha / SCC - MinC http://ganesha.org.br/

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